BIO
Bruno Ataíde (1985) é um artista visual e fotógrafo natural de Feira de Santana, na Bahia, que traz em sua bagagem de vida a forte influência do sertão e das múltiplas experiências vividas desde a infância. Da convivência próxima com avós e familiares, guarda memórias intensas que vão desde o cheiro da comida caseira às frequentes viagens para Euclides da Cunha, onde o contato direto com a paisagem árida, os cavalos e a cultura dos vaqueiros lhe deram uma visão afetiva e poética do mundo. Seus deslocamentos — seja pela capital Salvador, seja por lugares como o Pantanal, Itaparica ou a floresta amazônica — alimentaram seu imaginário, evocando cores quentes, sensações sinestésicas e reflexões sobre o tempo, o sonho, a natureza e a espiritualidade.
Se interessa por espaços em transição ou abandono, apreciando tanto os traços físicos — como as estruturas arquitetônicas — quanto as camadas invisíveis que contam histórias. A fotografia surge em sua trajetória como meio de se relacionar com paisagens externas e, ao mesmo tempo, explorar paisagens internas, refletindo uma busca por conexão profunda com a natureza e por autoconhecimento. Em sua produção, elementos como meditação, sinestesia, rituais de expansão da consciência, memórias de viagem e estados oníricos se misturam, resultando em obras que transitam entre o real e o abstrato, sempre permeadas pela inquietação de quem observa o mundo com olhos curiosos e coração aberto.
Declaração de Artista
Nasci em Feira de Santana.
Convivi com avós, pais e cavalos.
Vi água, terra e vento. Percebi sombras, cores e ecos.
Encontrei na fotografia um modo de observar.
Registro aquilo que sinto. Busco espaços, pessoas e passagens.
Exército o olho como janela do não visto. Arquiteto formas e cenários.
Sigo a ligação entre memória e pulsação.
Gosto da quietude e do encontro.
Fotógrafo para expandir um movimento interno.
Busco na natureza uma rota de cura. Carrego a câmera como bússola.
O presente se mistura ao passado e ao sonho. Vejo a vida como um fluxo.
Observo e componho, sem certezas.
Cada imagem é uma semente.
Uso a fotografia como convite.
Registro formas, luzes e frestas.
Percorro construções e ruínas.
Descubro o tempo em tijolos, ferrugem, pó.
Carrego a câmera como bússola.
Investigo espaços, gente e passagens.
Mergulho nas memórias.
Abro o presente em sonho.
Encontro a vida no vento, na água, na pausa.
Arquiteto imagens para escutar ecos e sentir o corpo.
Não busco certezas.
Aceito o desconhecido, sustento o olhar, acolho o instante.
Cada fotografia é um passo.
Cada pausa é um suspiro.
Cada trabalho é um diálogo.
Aqui, o real se confunde com o que ainda não existe.
E sigo.
BIO
Bruno Ataíde (1985) is a visual artist and photographer born in Feira de Santana, Bahia, who carries in his life experience the strong influence of the sertão and the multiple experiences lived since childhood. From close contact with grandparents and family members, he holds intense memories ranging from the smell of homemade food to frequent trips to Euclides da Cunha, where direct contact with the arid landscape, horses, and cowboy culture gave him an affective and poetic vision of the world. His movements — whether through the capital Salvador, or places like the Pantanal, Itaparica, or the Amazon rainforest — have nourished his imagination, evoking warm colors, synesthetic sensations, and reflections on time, dreams, nature, and spirituality.
He is interested in spaces in transition or abandonment, appreciating both physical traces — such as architectural structures — and the invisible layers that tell stories. Photography emerges in his trajectory as a means of relating to external landscapes and, at the same time, exploring internal landscapes, reflecting a search for deep connection with nature and self-knowledge. In his production, elements such as meditation, synesthesia, consciousness expansion rituals, travel memories, and dream states intermingle, resulting in works that transit between the real and the abstract, always permeated by the restlessness of one who observes the world with curious eyes and an open heart.
Artist Statement
I was born in Feira de Santana.
I lived with grandparents, parents, and horses.
I saw water, earth, and wind. I perceived shadows, colors, and echoes.
I found in photography a way of observing.
I record what I feel. I seek spaces, people, and passages.
I exercise the eye as a window to the unseen. I architect forms and scenarios.
I follow the connection between memory and pulse.
I like quietude and encounter.
I photograph to expand an internal movement.
I seek in nature a route of healing. I carry the camera as a compass.
The present mingles with the past and with dreams. I see life as a flux.
I observe and compose, without certainties.
Each image is a seed.
I use photography as an invitation.
I record forms, lights, and cracks.
I traverse constructions and ruins.
I discover time in bricks, rust, dust.
I carry the camera as a compass.
I investigate spaces, people, and passages.
I dive into memories.
I open the present in dreams.
I find life in the wind, in water, in the pause.
I architect images to listen to echoes and feel the body.
I do not seek certainties.
I accept the unknown, sustain the gaze, welcome the instant.
Each photograph is a step.
Each pause is a sigh.Each work is a dialogue.
Here, the real blurs with what does not yet exist.
And I continue.
Não se preocupe em parecer profissional. Seja você mesmo. Existem mais de 1,5 bilhões de sites, mas a sua história é o diferencial que separa você dos outros. Se você ler as palavras em voz alta e não se sentir identificado, isso significa que o texto ainda precisa ser trabalhado. Seja claro, confiante e não pense demais. O melhor da sua história é que ela vai continuar evoluindo, e o site pode acompanhar essa evolução. Seu objetivo deve ser fazer com que ele seja ideal para este momento. Depois, ele vai se ajustando sozinho. Sempre é assim.